ANOXIA

Portugal, 2019. Projeção vídeo HD com 2 canais, som com 4 canais, cor, loop.

Pós-produção vídeo: Diogo Tudela, Jonathan Saldanha.
Câmara: Catarina Miranda, Sofia Arriscado, Jonathan Saldanha.
Corpo: Igor Bisser.
Som: Jonathan Saldanha.
Agradecimentos acknowledgements: SOOPA, DRCN, DGArtes, Paula Menino Homem.

No espaço negativo das arquiteturas humanas, operam agentes que consomem matéria e precipitam a sua destruição. As construções de térmitas e outras pragas no contexto literal da sombra onde proliferam, por trás da talha e por dentro do património, são captadas em formado vídeo. Estas filmagens decorreram numa ruína contemporânea de um passado recente, o Palácio São João Novo, que foi Museu de Etnografia e História até 1974 e depois tomado pelo arquiteto Fernando Lanhas até se dissolver no tempo.

Jonathan Uliel Saldanha

Construtor sonoro e cénico, que opera com o seu trabalho sistemas onde pré-linguagem, cristalização, animismo e eco se deslocam entre o som, luz, espaço e gesto. Em 2019, apresentou a instalação “Vocoder & Camouflage”, a peça “Scotoma Cintilante”, para coro de cegos e partitura-escultura, e “Broken Field Atlantis”, um concerto com partitura de luz. Em 2018, apresentou a peça SØMA, onde um grupo de adolescente surdos traduz em gesto as filmagens de um tribunal animista. Paralelamente, foram feitas as exposições “Behemoth Republic” e Dismorfia.

Entre 2016 e 2017, apresentou a peça “O Poço”; a instalação de luz/som “Oxidation Machine”; a peça “Plethora” para coro/ eletrónica/espaço ressonante, e a exposição “Afasia Tática”. Desde 2009, Saldanha compôs e apresentou uma série de sistemas para coro / espaço eletrónico/ressonante: “Khoros Anima”, “Sancta Viscera Tua”, “Del”, “Silvo Umbra” e “Plethora”. Além disso, dirigiu a peça “Jungle Machine” e co-criou as peças “Nyarlathotep” e “Rei Trilogy”. Foi membro fundador da plataforma de arte SOOPA, um laboratório visual, performativo e sonoro, com sede no Porto e ativo desde 1999, e cofundador da editora discográfica SILORUMOR. Em 2012, co-organizou o programa SONORES – som/espaço/sinal para a Capital Europeia da Cultura de Guimarães. Deu concertos nos festivais Sónar, Primavera Sound, Amplifest, Out.Fest, Milhões de Festa, Neopop, Elevate e em espaços como Ancienne Belgique (Bruxelas), Berghain Kantine (Berlim), Stubnitz (Hamburgo), Filmer la Musique (Paris), e Issue Project Room (Nova Iorque). A sua música está editada na Ångström, Tzadik, Rotorelief, SiloRumor e Wordsound. Tem o filme/ensaio “Máquina da Selva/ Mundo de Cristal” editado pelo Museu de Serralves.

www.jonathanulielsaldanha.com

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