Dando sequência a um projecto iniciado no final de 2005, a Animar 3 apresentou algumas inovações relativamente às edições anteriores, ampliando sobretudo as suas actividades de carácter educativo.

O programa partiu de um núcleo fundamental que foi, como tem sido usual desde a sua criação, a exposição na Solar – Galeria de Arte Cinemática, inteiramente dedicada ao cinema de animação, na sua maioria português, onde se analisam as relações entre os filmes e as técnicas utilizadas na sua produção. Esta vertente foi explorada de uma forma mais consistente na organização de visitas guiadas e de actividades dirigidas a um público mais jovem, nomeadamente os alunos dos diferentes graus de ensino básico e secundário.

A par da exibição de obras na Solar e da organização de visitas guiadas, este projecto integrou um programa de cinema para alunos de diferentes faixas etárias, em 2008 numa versão alargada e realizado em cooperação com entidades nacionais e estrangeiras com experiência no campo da educação pela imagem – a Casa da Animação, sediada no Porto, e o Festival de Clermont-Ferrand, o mais importante a nível internacional no campo da curta metragem e responsável pelo Pólo Regional de Auvergne de Educação Pela Imagem - e com a produtora francesa Autour de Minuit, que colaboraram na selecção dos filmes apresentados.

A maior novidade do programa foi, contudo, a organização de ateliers onde os alunos tiveram oportunidade de entrar em contacto com algumas das técnicas utilizadas no cinema de animação. Dois deles - um de animação de recortes orientado por Delphine Hermans, outro de animação de volumes em baixo relevo por Lorenzo degl’Innocenti – tiveram como resultado final a produção de curtas metragens de animação, que foram apresentadas na sessão pública de encerramento do Animar 3. Um terceiro, que teve lugar nas salas de aula de várias escolas do concelho de Vila do Conde, foi dedicado à construção de brinquedos ópticos que estiveram expostos no Auditório Municipal de Vila do Conde na mesma ocasião. O Festival de Clermont-Ferrand orientou ainda uma acção de formação para professores sobre a educação pela imagem e o uso do cinema como instrumento educativo, partindo da sua própria experiência na produção de utensílios pedagógicos com base nas imagens em movimento.

Através de uma proposta original na sua forma de apresentação, pelo modo como utiliza diversos espaços e dilui fronteiras – a sala de cinema, a galeria de arte, o atelier, a sala de aula - mas também pela forma como articula criadores, formadores, professores e alunos, a Animar proporciona a aproximação do público mais jovem aos modos de fazer cinema de animação, revelando alguns dos processos da realização e motivando, assim, o próprio acto criativo.

Comissariado: Nuno Rodrigues, Miguel Dias, Dario Oliveira Organização e produção: Curtas Metragens CRL Produção executiva: Raquel Moreira Apoio à produção: Adriana Castro, Jorge Barbosa, Sofia Reis Coordenação de montagem da exposição: Davide Freitas Montagem da exposição: Carlos Queirós, Davide FreitasApoios e divulgação: Hugo Ramos, Raquel Moreira Visitas guiadas: Davide Freitas, Marta Monteiro, Raquel Moreira Workshops: Marta Monteiro, Delphine Hermans, Lorenzo Degl'Innocenti, Sébastien Duclocher Ciclo de cinema de animação: Sessão 1 (4-9 anos)- Vanessa Ventura, Casa da Animação; Sessão 2 (8-15 anos)- Sébastien Duclocher, Festival Internacional de Curtas Metragens de Clermont-Ferrand; Sessão 3 (maiores de 14 anos)- Christine Gicquel, Nicolas Schmerkin, "Autour de Minuit" Design gráfico: R2 design

 Alto Patrocínio: Câmara Municipal de Vila do Conde, Ministério da Cultura, ICA, Programa VerApoios: Viarco [www.viarco.pt/](http://www.viarco.pt/pt/)

 Colaboração: Agência da Curta Metragem, Festival Internacional de Curtas Metragens de Clermont-Ferrand, Casa da Animação, Autour de Minuit, Instituto Politécnico do Porto, Nintendo

© 2017 Curtas Vila do Conde