FICHAS PEDAGÓGICAS

Materiais concebidos por Marta Monteiro para análise e interpretação dos filmes na sala de aula, após a visita à exposição.
Fichas pedagógicas para alunos do 1º ao 6º ano de escolaridade
Fichas pedagógicas para alunos do 7º ao 12º ano de escolaridade
Fichas pedagógicas para professores

Le Pont

Vincent Bierrewaerts, França/Bélgica, 2007, 14'

Um homem e o seu filho vivem no topo de uma montanha. S sua única ligação com o mundo exterior é uma ponte. Quando ela cai, os dois personagens ficam completamente isolados do resto da humanidade.
Os corpos foram feitos com materiais leves como madeira, esponja, látex e plástico. Usámos metal para as articulações: esqueleto de ferro articulado para o pai mas de arame de alumínio para a criança (que era demasiado pequena para fazer um esqueleto de ferro articulado). O alumínio é o melhor metal para dobrar em animação: é leve, fácil de dobrar, mantém a posição que se lhe dá e é bastante resistente à manipulação (não se quebra facilmente ao dobrar). Para manter os bonecos de pé usámos duas técnicas: aparafusados à mesa ou através do uso de imanes por debaixo da mesa. Tentei ser muito tradicional na abordagem à animação, evitando o mais possível as soluções fáceis proporcionadas pelo computador. Tentei encontrar soluções que poderiam ter sido possíveis antes da chegada dos computadores à animação.

Melodia Amarga

Pedro Moura, Portugal, 2008, 10'30''

Retrato de uma relação fria e distante entre um casal de músicos dentro das quatro paredes da sua casa. A música é o elo comum entre eles, mas quando esta faz com que finalmente se aproximem pode já ser tarde de mais.

Este filme é especial para mim porque foi o primeiro que fiz. Começou com umas ilustrações do interior de uma casa que fiz na faculdade e o resultado destas ilustrações acabou por ser peculiar, agradável e transmitiu-me algo semelhante a uma história que se desenrolava por entre essas quatro paredes. Quando as mostrei a um primo meu ele disse “porque é que não pensas numa história de animação para elas?” E assim comecei “Melodia Amarga”…
Pedro Moura

Cândido

Zepe (José Pedro Cavalheiro), Portugal, 2007, 11'20''

“Cândido nunca a amou. A manipulação é o seu jogo preferido."

As motivações são totalmente auto-biográficas, independentemente do dispositivo formal do filme. Não existem relações com o Cândido de Voltaire. Cândido é um nome brando, anónimo, algo que pode conter um mistério ou uma mentira. O desenho com grafite pareceu-me o mais adequado para a obra, um misto de rudeza e sensualidade. A certa altura a ideia toma conta de tudo, o estilo torna-se secundário quando o filme se assume a si próprio.

Animatou

Claude Levet, Georges Schwizgebel, Dominique Delachaux-Lambert, Claude Barras, Romeo Andreani, Alexandre Lachavanne, Suiça, 2007, 5'30"

A eterna perseguição entre o gato e o rato através de cinco técnicas de animação diferentes: desenho, pintura, areia, volumes e 3D.

Tony Mines e Tim Drage, Reino Unido, 2004, 3'49''

Tony Mines e Tim Drage, Reino Unido, 2004, 3'49''

Spiderman: The Peril of Doc Ock

Tony Mines e Tim Drage, Reino Unido, 2004

Esta animação viral bastante popular, com dois fins alternativos, foi produzida em 2004 para o grupo de clientes Sony, Marvel e Lego, e fazia parte da investida mediática que rodeou o lançamento do filme Spider-man 2. Na altura do lançamento, Spiderman: The Peril of Doc Ock esteve no primeiro lugar dos sites iFilm, Atomfilm e Yahoo Movies, e em segundo estava o também nosso Monty Python and the Holy Grail in Lego.

Star Wars: The Han Solo Affair

Tony Mines e Tim Drage, Reino Unido, 2002, 2'45''

É tempo de crise para a Aliança Rebelde. Na Cidade das Nuvens, bem no cimo do planeta Bespin, Han Solo foi capturado pelas forças imperiais de Darth Vader e congelado em carbonite. O caçador de recompensas, Boba Fett, prepara-se para entregar o pirata a Jabba the Hutt, entretanto, os rebeldes tramam um plano desesperado para salvar o seu amigo…

Monty Python and the Holy Grail in Lego

Tony Mines e Tim Drage, Reino Unido, 2001, 1'36''

Como sugere o título, este clássico da Internet retrata o famoso número de dança “Camalot” do filme “Holy Grail” em Lego.

ONE: A Space Odyssey

Tony Mines e Tim Drage, Reino Unido, 2001, 1'36''

Trata-se do épico espacial de Stanley Kubrick, do princípio ao fim, condensado num minuto exacto.

Produzimos uma série de filmes animados com lego, uns para a LEGO e outros por vontade própria, por pura devoção aos blocos. A atracção por fazer filmes no mundo do lego vem em grande medida da minifig (mini figuras) que é ao mesmo tempo um clássico do design moderno, uma série de personagens agradáveis e uma ferramenta o suficientemente robusta para aguentar os rigores da animação.
Fazemos os nossos filmes usando animação stop-motion, movimentando os modelos fotograma a fotograma, muitas vezes com incrementos minúsculos. Para fazer filmes de stop-motion é necessário um modelo com personalidade, bem articulado e com o qual se possa contar, tanto para o mover cooperativamente como para manter uma determinada posição. A LEGO está praticamente isolada no mundo dos brinquedos no que toca a oferecer estas propriedades juntas devido à qualidade do seu plástico. Também proporciona uma vasta gama de articulações, pivots e outras ferramentas úteis em todo o seu sistema de construção, o que a torna (bastante por acaso) no melhor e mais acessível produto para animação que o realizador amador tem à sua disposição.
Alguns dos nossos filmes mais antigos foram filmados com uma câmara DV ligada a um computador que depois compilava cada frame numa sequência. Hoje, tal como outros animadores de stop-motion, usamos câmaras de digital stills ligadas ao computador, o que oferece melhor qualidade de imagem. Este ainda é um campo experimental com os profissionais a experimentar as melhores combinações técnicas, mas o princípio é simples e uma instalação caseira pode ser explorada por qualquer pessoa com uma câmara e um computador.
Tony Mines e Tim Drage

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