Nicolas Provost, Bélgica, 2007, vídeo, loop, 03'. Fumo branco e luz de estúdio

Nicolas Provost, Bélgica, 2007, vídeo, loop, 03'. Fumo branco e luz de estúdio

SUSPENSION
Um espelho de fumo branco é projectado sobre um fundo escuro através de uma câmara. Neste trabalho Provost abandona os constrangimentos realistas e regressa ao seu estilo inicial, recuperando imagens de algumas das suas mais famosas obras anteriores. O espectador mergulha num oceano cósmico metamórfico barroco no qual a sua mente procura capturar formas tranquilizadoras antes de deixar que a sua visão seja tapada pelos demónios fantasmagóricos.

Nicolas Provost, Bélgica, 2007, vídeo, cor, 15'

Nicolas Provost, Bélgica, 2007, vídeo, cor, 15'

PLOT POINT
Nova Iorque e o território da polícia americana, com os seus carros de polícia barulhentos, os seus uniformes, as ambulâncias e as ruas cheias de gente, depressa se transforma no cenário cinematográfico perfeito de uma nação que vive no medo. Plot Point questiona as fronteiras entre realidade e ficção, os códigos do cinema e as ferramentas narrativas (introdução, presságio, conclusão, curva de tensão, clímax, volte-face), jogando com a nossa memória cinematográfica.
Estamos tão familiarizados e somos tão influenciados pela linguagem da ficção cinematográfica, que a realidade desaparece completamente se assim o quisermos. Em Plot Point toda a acção e as personagens são pessoas reais da vida real, filmadas com uma câmara oculta através do olhar cinematográfico do realizador e sem qualquer encenação ou instruções prévias.

Nicolas Provost, Bélgica, 2007, vídeo, cor/p&b, 06'

Nicolas Provost, Bélgica, 2007, vídeo, cor/p&b, 06'

GRAVITY
O mundo reconfortante da multiplicidade de imagens cinematográficas de beijos é desconstruído por um efeito estroboscópico que nos submerge no inebriante vórtice do abraço onde, como é habitual no cinema de Provost, o amor torna-se numa apaixonante batalha na qual os monstros são finalmente desmascarados.

Nicolas Provost, Bélgica, 2006, vídeo, loop,07'<br />
Com: Issaka Sawadogo, Lorenza Goos, Arne Kinds

Nicolas Provost, Bélgica, 2006, vídeo, loop,07'
Com: Issaka Sawadogo, Lorenza Goos, Arne Kinds

INDUCTION
O encontro inesperado entre um xamã, uma mulher solitária e um rapaz, cujos destinos se cruzam e alteram. Após ter exacerbado o sofrimento em EXOTICORE e PAPILLON D'AMOUR, e revelado a fantasia em OH DEAR, Nicolas Provost mergulha num mundo de ansiedade e estranheza, questionando os nossos medos em relação ao invasor e conduzindo-nos a uma nova experiência emocional. Provost, tal como o seu alter ego, o xamã, prega-nos partidas, trabalhando mais uma vez o objecto cinematográfico e o choque sensorial que gera, mas também a sua natureza ilusória, como magia branca, manipulando o tempo e a lógica narrativa, e, finalmente, deixando-nos sós com a sua última criação de incontornável mistério.

Nicolas Provost, Bélgica, 2006, vídeo, loop, cor, 7'. Com Alix Eynaudi e Adam Leech

Nicolas Provost, Bélgica, 2006, vídeo, loop, cor, 7'. Com Alix Eynaudi e Adam Leech

THE DIVERS
Uma rapariga solitária é abordada por um rapaz tímido numa varanda à luz da lua. O seu desejo é perturbado pelos mistérios do amor numa noite abrasadora. ‘The Diver’ é uma pintura audiovisual neo-romântica. É também um poema que combina a busca do artista por elementos misteriosos que criam pathos tanto no som como na imagem, e ainda uma experiência melodramática que alcança o subconsciente cinemático e a memória emocional do espectador.

Nicolas Provost, Bélgica, 2004, vídeo, cor, 27'

Nicolas Provost, Bélgica, 2004, vídeo, cor, 27'

EXOCTICORE
Uma história sobre um imigrante do Burkina Faso e a sua tentativa de integração numa cultura que lhe é absolutamente estranha: a Noruega. Exoticore é um filme comovente sobre gente em busca do seu lugar no mundo. Um filme sobre ser estrangeiro, a solidão e a insanidade do nosso tempo. Uma viagem sombria pelo exotismo. Apoio: The Flemish Audiovisual Fund e VICTORIA, www.victoria.be Prémio especial do Júri Uppsala International Short Film Festival, Suécia

Nicolas Provost, Bélgica, vídeo, cor, 07', 2003<br />
Música: Autechre

Nicolas Provost, Bélgica, vídeo, cor, 07', 2003
Música: Autechre

BATAILLE
Bataille é baseado no mesmo processo que ‘Papillon d’Amour’. Neste caso, uma cena em que dois samurais se agridem mutuamente para conquistar o coração de uma mulher é transformada num campo cósmico de insectos e monstros onde o horror e a dor evocam a beleza e a alegria. A dor definitiva, a alegria insuportável. Com Papillon d’Amour e Bataille, Nicolas Provost junta-se aos devotos. Provost usa material original com as imagens espelhadas no eixo longitudinal o que gera uma sequência de imagens associativas novas. As personagens são transformadas em novas formas de vida com aptidões miraculosas que desafiam as leis da gravidade. Ao mesmo tempo, Provost mantém o espectador (que está, ou não, familiarizado com o filme original e com “a” história) em suspense. O impulso do espectador de interpretar a nova representação como uma história é encorajado pela subtil preservação dos resíduos da narrativa de Kurosawa. Um som e uma banda sonora poderosos e evocativos asseguram que tudo isto seja transmitido de forma ainda mais eficaz. Bataille representa uma colisão entre formas masculinas extremamente violentas, atacando-se umas às outras como monstros mitológicos. Estas figuras têm a capacidade de constantemente se transformarem e se adaptarem. Às vezes parecem estar a lutar contra si próprias, como gémeos siameses, mas outras o mais forte dos dois persegue o mais fraco até ao fundo do ecrã. É preciso uma grande dose de pancadaria para que toda esta vida bizarra acabe por sucumbir.

Nicolas Provost, Bélgica, 2003, vídeo, loop, p&b, 04'<br />
Música: Kšhn

Nicolas Provost, Bélgica, 2003, vídeo, loop, p&b, 04'
Música: Kšhn

PAPILLON D'AMOUR
Submetendo fragmentos do filme "Rashomon" de Akira Kurosawa a um efeito de espelho, Provost cria uma cena alucinante da transformação duma crisálida/mulher numa implosiva borboleta. Esta experiência física e audiovisual proporciona uma peculiar reflexão sobre o Amor, as suas monstruosidades líricas e o acto sofrido de desaparecer.

Nicolas Provost, Bélgica, 2002, vídeo, loop, p&b, 02'

Nicolas Provost, Bélgica, 2002, vídeo, loop, p&b, 02'

I HATE THIS TOWN!

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