Em "Hope Junkies" Luís Espinheira apresenta um conjunto de obras que se evidenciam como momentos particulares de uma deriva do autor. Enunciado de uma pesquisa alternativa onde surge a novidade da auto-referência, a exposição coloca-se como um exercício de contínuo reposicionamento face a questões centrais na definição contemporânea do indivíduo. Na continuidade da sua produção, é através de um jogo humoroso de signos contrastantes que o artista cria situações onde a anomalia define um campo de debate que põe a nu contradições fundamentais presentes na nossa sociedade. Onde o desenho define o campo das possibilidades sensuais, a fotografia precisa o âmbito da discussão. Em estado de suspensão, Hope Junkies compreende um sem número de respostas. Híbrida em forma, a exposição é um convite à indeterminação.

Comissariado Dario Oliveira
Organização Curtas Metragens CRL

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