CHESSARI

CHESSARI

Igor Jesus

Chessari

08.10 - 31.12.2016

Através de metodologias e formatos distintos o projeto pretenderá problematizar a “colonização do corpo” humano – a partir do filme Salò ou os 120 dias de Sodoma (1975) de Pier Paolo Pasolini. As imagens fílmicas que irei recolher do corpo de Umberto Chessari (ator que no filme protagonizou um dos papéis de vitima) terão o formato de “casting” cinematográfico que obriga a distintas ações dirigidas, sendo que neste caso as ações discutirão as relações de poder entre quem filma e é filmado, quem vê e quem é visto. O facto do corpo humano ser observado enquanto “produto-desperdício” em contexto de escravatura servirá de ponto de partida para refletir sobre as relações de poder e de precariedade estabelecidas pela fixação de imagens no cinema e na produção artística contemporânea. Todo este processo procura desconstruir cristalizações materiais e humanas e afirma-se como chamada de atenção para a fragilidade de todas as construções sociais e mentais, veiculadas por imagens.


Igor Jesus
Nasceu em 1989. Vive e trabalha em Lisboa. É licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Realizou várias exposições individuais: “A Última Carta ao Pai Natal”, na Galeria Filomena Soares, Lisboa (2015); “Debaixo do Sol”, na Appleton Square, Lisboa (2015); “Pinóquio”, com curadoria de Susana Pomba, no âmbito do projecto Old School, Lisboa (2014); “Peso Morto”, no Espaço Zero, Tomar (2013). Tem participado, igualmente, em diversas exposições colectivas, tais como: “Artists’ Film International”, The Cultural Centre of Belgrade, Belgrade; Video-Forum (n.b.k.), Berlin; GAMeC, Bergamo; Fundacion PRÓA, Buenos Aires; Hanoi/DOCLAB, Hanoi; Para/Site Art Space, Hong Kong; Istanbul Modern, Istanbul; Centre for Contemporary Arts Afghanistan, Kabul; MAAT, Lisboa; Ballroom Marfa, Marfa, Texas; National Centre for Contemporary Arts, Moscow; Project 88, Mumbai; Cinemathèque de Tanger, Tangier; Tromsø Kunstforening, Tromsø, Norway; Museum of ; Modern Art, Warsaw (2016); “Um Horizonte de Proximidades: uma topologia a partir da Colecção António Cachola”, com curadoria de Sérgio Mah, Arquipélago – Centro de Artes Contemporaneas, São Miguel, Açores (2015); “Príncipio Tautológico”, no Hangar - Centro de investigação, Lisboa (2015); “O Lince Não Conhece Fronteiras”, com curadoria de Joana Neves, na Fondation d’Entreprise Ricard, Paris, França (2015); “A Viagem da Sala 53”, com curadoria de João Silvério, na Galeria Baginski, Lisboa (2014); “Bells are still ringing”, com curadoria de Alexandre Melo, na Galeria Graça Brandão, Lisboa (2014); “Aires del Oeste”, na Galeria Rafael Ortiz, Madrid, Espanha (2014); “Summer Calling”, na Sala do Veado, Museu Nacional de História Natural, Lisboa (2013); “Ninguém diz nada”, na Quinta da Alagoa, Carcavelos (2013); “Cimento”, com curadoria de Sara Antónia Matos, na Sala do veado, Museu Nacional de História

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