Jean Breschand

FILMOGRAFIA L'Aménagement du territoire, 2006. Le Retour du monde, 2003. Je vous suis par la présente, 2001. Inconnus au bataillon, 2001. D'autre part, 1997. Une figure florentine, 1996. Métropolitaines, 1995. Machines Épiphaniques,1993. Douze tableaux de Thérèse Boucraut, 1992. CONCERTOS E INSTALAÇÕES Em colaboração com Laborintus, ensemble de música contemporânea: Le Territoire de l'aménagement, Sylvain Kassap (2007). A la force du poignet, Jean-François Pauvros (2006). Tierkreiss, Karlheins Stockhausen (2005). Tout va bien, Luc Ferrari (2005). Hier vu d'aujourd'hui, Globokar, Dusapin (2004). Pour les oiseaux, Mushrooms, hommage à John Cage (2003). Je vous suis, Sylvain Kassap (2002).

Don't they ever stop migrating?, Jean Breschand, 2007

Don't they ever stop migrating?, Jean Breschand, 2007

Don't they ever stop migrating?, Jean Breschand, 2007

Don't they ever stop migrating?, Jean Breschand, 2007

Don't they ever stop migrating?, Jean Breschand, 2007

Don't they ever stop migrating?, Jean Breschand, 2007

DON’T THEY EVER STOP MIGRATING ?
Concebido para a exposição Under Hitchcock Descrição técnica: percurso sonoro e visual constituido por 6 fontes sonoras e uma câmara escura ; still de Psycho de Alfred Hitchcock( 1960) Bandas sonoras provenientes de diversos filmes entre os quais : : To Catch a Thief, North by Northwest, Psycho, The Birds, Marnie, Frenzy, Family Plot.` Loop’s de circa 15 e 45 segundos. “ Don’t they ever stop migrating ?” é um percurso constituído por diversas fontes sonoras repartidas por diferentes espaços até uma câmara escura onde é projectado sobre um ecrã a imagem silenciosa de um célebre crime: um buraco, preto no branco, o do ralo de evacuação do chuveiro de Psycho. As fontes sonoras são 7 - gritos (de pássaros), rangeres, sobressaltos… sons de ambiente provenientes de diferentes filmes: To Catch a Thief, North by Northwest, Psycho, The Birds, Marnie, Frenzy, Family Plot. Melanie está inquieta: traz a ferida de um primeiro ataque e os primeiros bandos de pássaros já passam sobre a cidade. Até aqui, distantes nos céus ou atrás das grades das gaiolas, os pássaros começam a mudar a natureza: tornam-se numa imagem. Todos os filmes de Hitchcock têm apenas um modelo: o grito dos pássaros. São eles que escutamos desde os primeiros filmes sonoros, estão no centro de todos os filmes; cada crime rasga o véu da realidade, exactamente como os pássaros despedaçam os homens. E, de um filme para outro, os planos proliferam, planos retirados da história, dissociados dos corpos, surgindo como um golpe de asa perante os nossos olhos siderados. Os sons evaporam-se dos planos e os planos nascem dos sons, planos que são gritos e gritos que são visões: uma imagem não tem natureza própria, nasce sempre da imaginaçãoune image n’a pas de nature propre, elle naît toujours d’une migration. « Or, il se pourrait que l’image soit du règne animal… » Fernand Deligny

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