Instalação, ecrã 16:9, video digital, cor, som stereo ("for Yoshi Wada", Sun Circle), 2011

No romance "2001: Uma Odisséia no Espaço", Arthur C. Clark descreve o monolito como tendo as mesmas dimensões de uma tela de cinema 16:9. Na adaptação cinematográfica do livro há dois longos períodos em que a tela aparece negra; no início e no intervalo. Ao fazer isso, Stanley Kubrick enfatizou a ideia de que o monolito estava entre os espectadores, presente na sala de projecção incorporado pela própria tela.Em 2006 fiz um vídeo *, apropriando esses dois segmentos sem imagens do filme de Kubrick. Eu estava interessado em re-encenar a presença do monólito, projectando os segmentos negros num ecrã panorâmico. Circulo Solar revisita a ideia do monólito, moldado pela tela e pela sua sombra negra projectada na parede.


Alexandre Estrela

Nasceu em Lisboa em 1971, onde vive e trabalha. O seu trabalho aborda questões formais e conceptuais resultantes da intersecção de imagens (video e filme) com matéria. Neste momento encontra-se a fazer um doutoramento prático sobre "o concretismo da imagem em movimento", investigação que terá a sua apresentação final na Fundação Serralves em 2013.
 Paralelamente ao seu trabalho como artista visual e professor (lecciona desde 2004 a cadeira de video na Faculdade de Belas artes da Universidade de Lisboa) dirige o Oporto um espaço em Lisboa onde programa regularmente sessões de cinema e video experimental. O seu trabalho tem sido objecto de exposições relevantes, entre as quais se destacam a antológica Stargate, Museu do Chiado – MNAC, Lisboa, 2006; Subjective Projections’ Bielefelder kunstverein, Bielefelder, 2010; Motion-seeckness, Culturgest, Porto, 2010; Uma ilha no tecto do Mundo, Galeria Marz, Lisboa 2010; Viagem ao Meio, ZDB, Lisboa, 2010; ‘Inércia,’ Meet Factory, Praga, 2009: Putting Fear in its Place, Chiado 8, Lisboa, 2008; Radiação solar e forças cósmicas, Galeria Graça Brandão, Lisboa, 2007; Shooting for a second I, ZDB, Lisboa 2005.

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