Try to make myself a work of art - Rita Lino<br />
© Rui Pinheiro

Try to make myself a work of art - Rita Lino
© Rui Pinheiro

Try to make myself a work of art - Rita Lino<br />
© Rui Pinheiro

Try to make myself a work of art - Rita Lino
© Rui Pinheiro

Try to make myself a work of art

Uma encomendada da Solar - Galeria de Arte cinemática, "Try to make myself a work of art", é um site-specific o para o espaço da Galeria Solar onde vou fazer da galeria a minha casa e estúdio de fotografia, criando uma série de fotografias com base no conceito de imagens fixas/imagens em movimento. Um processo, uma ironia de tornar o corpo e eu mesmo no que quero projectar, explorando aquilo que pudemos entender como natural. Com uma série de poses simples vou modelar um papel, e depois deitar fora e voltar a fazer e refazer. Quem sou eu agora? O corpo está condenado a uma série de atitudes, poses, leituras. Incapaz de escapar ao seu estatuto como uma espécie de história à espera de ser contada. E mesmo a mais casual das poses pode provocar uma leitura detalhada e absolutamente precisa de quem sou eu e o que estou aqui a fazer. É um déjà vu uma vez, e outra vez de novo.... Através do espaço da galeria, interagir, fotografar e apresentar o resultado nesse mesmo lugar, como se eu estivesse a observar ao lado do espectador deixando-o entrar e sair de mim mesma. Serei, naturalmente, tanto o fotógrafo como o assunto, esta visão dupla reproduz a minha história, o meu filme, o final triste e o final feliz, o que eu sou e o que finjo ser.

Rita Lino

Nascida em Portugal, 1986. Rita Lino começou a traçar seu próprio caminho em fotografia, através duma exploração livre e sem qualquer tipo de pré-concepção da construção de uma imagem fixa. Focando principalmente no seu trabalho pessoal, a fotógrafa tem vindo a desenvolver uma série de fotografias, exercícios visuais que exploram uma "obsessão natural" com o "eu" e o persona, um contínuo "trabalho em progresso", que usa o corpo como matéria primaria para ser recriado e exorcizado. A autora descreve a sua fotografia como animal, instintiva, intimista, narcisista, cheio de emoções e sensações, um diário com mil interpretações possíveis, um lugar espiritual, um centro de reabilitação de auto sustentado delineado pela transparência brutal de sua própria vida. Tem vindo a desenvolver as suas própria séries e projectos e também tem vindo a colaborar com diversas iniciativas internacionais assim como artista residente na Pedalto Institution na Estonia, uma exposição na Pickpocket Gallery em Lisboa e no colectivo Emergentes-lleida em Barcelona entre outras.... assim como editoriais, contribuindo com o seu trabalho pessoal ou pela criação series exclusivos, principalmente relacionados com a moda, para revistas como a HauteFood (IT), VICE (​​EUA, ES, PT), Contributor Magazine (UK), REVS (FL), entre outras.

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