MULHER SOMBRA

Joana Imaginário, 7'30", 2011

É uma história de encantar que elege a sombra como ausência da forma original, o reflexo pelo avesso, a submissão ao tempo e à memória. À representação e cognição junta-se a poética da história de amor, em que a ausência, o tempo e o encontro, tornados mito com as figuras de Penélope e Ulisses, são o culminar de um processo, o fim para que tudo se move, o encontro do eu com o outro, até à sobreposição a partir da qual começa uma outra história. O filme acontece neste encadeamento, meio único capaz de expôr a multiplicidade de imagens, perspectivas e ideias, da história de uma mulher, sombra.

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