Adriana Pereira

V. N. de Gaia, 1993

E·VA·NES·CEN·TE, 2015
Impressão laser sobre papel fotográfico, 100 x 70 cm

Sou um manto branco que cobre o negro,
texto sem palavras.
Sou apenas o que se vê.

Alexandra Allen

Porto, 1993

Paisagens artificiais, 2015
vídeo 1: cor, 16:9, 4’, loop
vídeo 2: cor, 16:9, 4’ 35’’, loop

Os vídeos mostram imagens em movimento. Porém, esses movimentos não são percepcionados de imediato. São movimentos subtis que exploram a reflexão da luz, o movimento do vento, da água, do vapor e da própria gravidade. Partindo da realidade, estes são pequenos mundos imaginados, paisagens em constante mutação que se vão metamorfoseando umas nas outras.

Ana Braga

Guimarães, 1993

Quarta dimensão, 2015
Light projection, tripés em madeira, sistema de iluminação RGB, dimensões variáveis

“Um pintor deveria começar todas as suas obras com uma tela em preto porque tudo o que existe na natureza é escuridão excepto quando iluminado por luz.” Leonardo da Vinci

A luz e os reflexos sempre foram parte integrante do meu trabalho e, neste projecto, tentei criar uma ponte entre a luminosidade e a projecção seguida de movimento. No essencial, há uma projecção luminosa que cria uma interacção entre o espectador e a instalação, não havendo alternativa, uma vez dentro do espaço, senão a participação.

Anabela Veloso

Barcelos, 1992

Lighting up a match, Viena, 2015
Vídeo, 4:3, stereo, 1’ 19’’, loop

a percepção do objecto é influenciada pelas atitudes corporais
a percepção do corpo altera-se em função do contexto
este esquema funciona de forma inconsciente

Diana Beatriz

Porto, 1986

A inevitabilidade da repetição, 2015
Vídeo, 4:3, cor, stereo, 3' 16’’
monitor vídeo, fita adesiva sobre chão

Numa procura de sentido para os hábitos e as rotinas, este trabalho pode ser pensado como parte de uma experimentação que envolve registos do corpo e de um trajecto já fora do seu sitio e, por isso mesmo, inventado.
Recupero aqui um espaço de trabalho cujos contornos permanecem na minha memória. Continuo a saber de cor os gestos quotidianos, ainda que esvaziados de sentido. O espaço percorro-o de olhos fechados, agora num outro lugar.

Hugo Oliveira

Porto, 1992

Estruturas Modulares #2
Gesso
Aprox. 90 x 80 x 20 cm

Fragmento Estrutural
Impressão serigráfica s/ tecido
Aprox. 400 x 50 cm Nota: Possibilidades de uma realidade ampliada pela diferença do módulo. Os elementos são individuais e acabam por ser todos diferentes, tornando-se módulos pela repetição de um gesto ou pela tentativa de copiar várias vezes um elemento.

Inês Brandão

Braga, 1993

Full Moon, 2015
Vídeo, 16:9, p/b, stereo, 12’, loop
caixa em madeira, LCD, vinil 33 rpm

“Daddy's flown across the ocean, leaving just a memory
Snapshot in the family album
Daddy what else did you leave for me?
Daddy, what did you leave behind for me?’’

Pink Floyd, 1979

Inês Costa Oliveira

Porto, 1992

Sem título, 2015
Vídeo, 4:3, cor, stereo, legendado em inglês, 7’ 25’’

Este vídeo é uma meditação sobre a realidade e a ficção que me pertencem, sobre um passado presente e um outro, que não é meu.
As imagens são de outro tempo, da minha família quando eu não era parte dela. A voz que nos acompanha é de agora, deste momento; numa tentativa de compreender o futuro através do passado.

Inês de Sousa Mendes

Porto, 1993

Still Life, 2015
Vídeo, HD, 16:9, cor, stereo, 5’ 02’’

Uma composição audiovisual que retrata uma natureza morta do modo mais vivo possível. Conjugando elementos exóticos e tons exuberantes, esta imagem em movimento revela-nos cinco minutos de um ambiente artificial que é afinal mais natural do que parece.

João Miguel de Sousa Pires

Vale de Cambra, 1993

Velocidade, 2015
Som, stereo, 18’ 55’’, gravação em disco de vinil 33 rpm

Velocidade é uma composição sonora de características tribais, um som que vai acelerando aos poucos até perder tudo aquilo que o caracterizava. O ritmo inicial, de índole mais humanizada, vai dando assim lugar a um som cada vez mais frio, mais mecânico, mais impessoal. No fim, a velocidade abranda transformando-se quase num drone.

Patrícia Gomes

Viseu, 1993

Sem título, 2015
Impressão laser sobre papel fotográfico, 100 x 70 cm

Pedro Huet

Porto, 1993

Erwartung, 2015
Vídeo, HD, 16:9, cor, stereo, 12’ 11’’

“Espero uma chegada, um regresso, um sinal prometido. Pode ser fútil ou terrivelmente patético: em Erwartung (Espera), uma mulher espera o amante, de noite, na floresta; eu não espero senão um toque de telefone, mas a angústia é a mesma. Tudo é solene: não tenho o sentido das proporções.” (Roland Barthes em Fragmentos de um discurso amoroso, 1977)

Num tempo indefinido, alguém espera e prepara o tempo de atacar entre a expectativa e o medo de um futuro próximo.

Samuel Cunha

Penafiel, 1993

Des-sonorização, 2015
Som, stereo, 16’ 18’’, loop

Uma faixa sonora que é uma procura interpretativa por uma desconstrução de elementos que existem à nossa volta.
A procura e a constante necessidade de querer saber mais leva-nos a pensar num interior, possivelmente uma parte interna e invisível de um corpo qualquer que ganhou massa.
Esta peça sonora não vive da massa externa dos corpos, vive dos espaços que lhes dão a massa, o corpo e a utilidade. O som vive e cresce do interior, e é a partir desse interior que o procuro interpretar, desconstruindo os métodos convencionais e narrativos da linguagem sonora.

Sara Graça

Lisboa 1993

JAPONEIRA, 2015
Vídeo, HD, 16:9, cor, stereo, 4’ 06’’

Porque é que tiras as coisas do sítio?
Não dá jeito nenhum.
É porque não é teu?
Jardins com bancos vermelhos são de todos.
Nem sei quem é que se lembrou de trazê-la para aqui.
Dá-se bem mas não é que dê jeito.
E deve ter dado trabalho.
Mas não se vai dar bem em casa, vais-te fartar.
Acho que nunca te vi tão feliz mas nem conseguiste mudar nada.
Não percebo esse desejo.
Se gostas do cheiro porque é que não trazes só as flores?
Ou nem tinhas reparado que a Japoneira tem flores?
Parecem as tuas mãos.
Não tens força para isso.

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