025 SUNSET RED

Laida Lertxundi · Espanha/EUA · 2017/18
Projeção: filme 16mm transferido para vídeo HD, 14’, cor, som.
Caixa de madeira: filtro Lee 025 Sunset Red, fotografias de família e ativismo comunista em papel, música de Blues Magoos “Queen of my Nights”.
Monitor: filme estruturalista de 16mm transferido para vídeo HD.



025 Sunset Red é uma espécie de cômputo quase autobiográfico. Uma indiscernibilidade do então e do agora. Respigação e imediatez. Delicadeza e virilidade. Do elusivo e do háptico. O País Basco e a Califórnia. É uma série de ecos de uma educação dada por comunistas radicais, não como nostalgia, mas como uma forma de fazer sentido, de encontrar aplicações práticas do passado no presente.

No filme, sangue é coletado e purificado, filtros vermelhos cobrem paisagens, e imagens de desejo são simultaneamente produzidas e observadas. O filme é uma diáfana incursão psicadélica pelo doméstico e o político, olhando para os modos como a política pode irromper, moldar uma vida, formar uma sensibilidade e inscrever-se num corpo.

A exposição inclui o canal único de projeção de filme bem como os dois polos do estruturalista e o pessoal, apresentados enquanto materiais numa caixa de madeira e num monitor de vídeo analógico.

025 Sunset Red foi rodado na Califórnia:
Benton, Alabama Hills,Ojai, Big Sur, Independence,Rim of the World, Indian Cove, Vernon e Los Angeles.
Fotos de arquivo: P.C.E. (Partido Comunista Español) e E.P.K (Eukal Partidu Komunista), Encontros comunistas em Bilbao e Madrid e Familia Prado.
Feito com: Ren Ebel, Shambhavi Kaul, Emilio Luarca and Forouzan Safar
Música: Kane Lafia, Claire MckEwon, Laura Steenberge
Mistura de som: Craig Smith








Laida Lertxundi

Os filmes de Laida Lertxundi (Bilbao, 1981) foram selecionados para a Bienal de Whitney de 2012. Outros locais e festivais onde o seu trabalho foi exibido incluem o MoMA, LACMA, a Viennale, “Views from the Avant Garde” no New York Film Festival e o Festival Internacional de Cinema de Roterdão. Recebeu o prémio Tom Berman para cineasta-promessa no 48º Ann Arbor Film Festival, foi nomeada nas críticas “Best of the Decade” do CinemaScope e escolhida como uma das “25 Cineastas do Século XXI” no Film Comment. É programadora de filmes e vídeos nos EUA e em Espanha, publicou vários artigos sobre filmes, mais recentemente na antologia “La risa oblicua” e na revista Bostezo. É professora de cinema na Universidade da Califórnia em San Diego e mora em Los Angeles, Califórnia. Em 2016, a programação do Curtas Vila do Conde integrou a curta-metragem da espanhola “Vivir para vivir”.

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