LISBON CALLING

Vídeo DV, preto e branco, som, 16’, 2004

Em LISBON CALLING (2004) uma linha vai desenhando o horizonte, produzindo uma visão panorâmica sobre a cidade. Pontualmente, a linha sofre uma vibração, tal qual uma corda de guitarra a ser percutida, com o som correspondente sobrepondo-se aos sons da cidade.

TO THE MOUNTAIN TOP

Vídeo DV, preto e branco, som, 10’ 58’’, 2004

Uma série de desenhos sobre a paisagem urbana de São Paulo, realizada entre 2001 e 2005, está na origem de TO THE MOUNTAIN TOP (2004). No vídeo as imagens sucedem-se segundo um travelling vertical ascendente, em que desenhos de arranha-céus, de fachadas, de grelhas de janelas com vários graus de aproximação, progressivamente revelam a cidade até ao seu topo. A banda sonora é feita a partir de gravações de guitarra elétrica filtrada por módulos de efeitos. A guitarra foi tocada por Rui Toscano e gravada por Rui Valério.

ANTENNA

Vídeo HD, preto e branco, som / Duração:2’51’’ / Data:2011

Para a realização do vídeo ANTENNA (2011) foi iniciada uma série de desenhos em 2006, que se prolongou até 2011. A tinta da china, sobre papel fabriano artístico de 300 gr, e com 50 x 50 cm cada, os desenhos foram feitos a partir de fotografias captadas durante o mesmo período em Portugal, Espanha e Estados Unidos. O vídeo comporta 50 destes desenhos. A banda sonora foi composta segundo um banco de sons produzidos num sintetizador analógico — o mesmo modelo de sintetizador analógico que os Kraftwerk utilizaram no tema Antenna do álbum Radio-Aktivität de 1975.

EMPIRE

Vídeo HD, preto e branco, som, 3’ 23’’, 2014

EMPIRE (2014) apropria-se do título do filme de Andy Warhol de 1964, mas, ao contrário deste, não mostra o famoso edifício. O vídeo constrói-se com duas únicas imagens, 2 desenhos da paisagem de Nova Iorque, circa final dos anos 80 do séc. XX, vistas precisamente a partir do topo do Empire State Building. Num desenho, a vista norte, seguindo a perspetiva da 5ª Avenida e os arranha-céus de middle-town a emergirem; no outro desenho, a vista sul, o lower side de Manhattan, com as torres gémeas do World Trade Center a dominarem o skyline. A banda sonora é uma sessão de João Correia na bateria, gravada por Luís Nunes nos Estúdios 15 A, Lisboa, Outubro de 2014.

JOURNEY BEYOND THE STARS

Vídeo HD, cor, som, 6’ 42’’, 2015

JOURNEY BEYOND THE STARS (2015) é construído a partir de 8 desenhos em negativo da série The Olbers Paradox, iniciada em 2008. A banda sonora é o tema Portable amplifier 3 de Rafael Toral, do album Space Solo 1, editado em 2007. “Journey Beyond The Stars” foi o título que Stanley Kubrick, num press-release de 23 de Fevereiro de 1965, escolheu para anunciar o projeto para o filme que, em 1968, viria a ser “2001: A Space Odyssey”

MUSIC IS THE HEALING FORCE OF THE

UNIVERSE #1

Impressão backlit a jacto de tinta, vidro acrílico, aço inox, luz elétrica, 91,5 x 93 x 40 cm, 2018

Em 1969, Albert Ayler grava pela Impulse! — a editora construída à volta de John Coltrane, e de quem Ayler foi um dos mais destacados discípulos — o álbum Music is The Healing Force Of The Universe, que seria um marco na linha mais espiritual do free jazz. Music is The Healing Force Of The Universe #1, apesar de ter a numeração de #1, faz parte de uma série em progresso da qual já existem dois outros trabalhos numerados de #2 e #3. A séria é constituída por caixas de luz com imagens de representações — pinturas, desenhos, baixos relevos, esculturas —, encontradas em civilizações antigas, de músicos a tocar instrumentos musicais. À semelhança da capa do álbum de Albert Ayler, na qual ele aparece numa dupla fotografia, em espelho, a tocar o seu saxofone tenor, também as imagens nas caixas de luz são espelhadas, ou até duplamente espelhadas, horizontal e verticalmente, segundo uma quase geometria fractal.

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