Lugares que no existen. Goggle Earth 1.0 (fragmento: Doble pantalla)

Lugares que no existen. Goggle Earth 1.0 (fragmento: Doble pantalla)

Lugares que no existen. Goggle Earth 1.0 (fragmento: Doble pantalla)

Lugares que no existen. Goggle Earth 1.0 (fragmento: Doble pantalla)

El Rito

El Rito

Où en êtes-vous, Isaki Lacuesta?

Où en êtes-vous, Isaki Lacuesta?

L'acusat

L'acusat

L'acusat

L'acusat

Microscopies

Microscopies

Microscopies

Microscopies

Ramírez (11012017)

Ramírez (11012017)

Dar a Luz

Dar a Luz

Lunaby

Lunaby

Fatherless

Fatherless

Grite Pelao

Grite Pelao

Tangos de la Vía Láctá

Tangos de la Vía Láctá

Par Coeur & The Womb

Par Coeur & The Womb

Lugares que no existen. Goggle Earth 1.0 (fragmento: Doble pantalla)

Espanha, 2009
SD Video, cor, som, 10’26’’, loop


O projeto “Lugares que no existen. Goggle Earth 1.0” consiste numa série de fotografias e filmes de lugares que não aparecem no Google Earth, para onde o artista e a sua equipa viajam a fim de documentar a sua verdadeira aparência e apresentá-la numa instalação que contrasta com a visão falsa que podemos obter a partir do computador. Terrenos militares, campos de treino, edifícios governamentais, parques naturais onde especuladores constroem ilegalmente, praias de nudismo... em Espanha, na Colômbia, no Equador, na Rússia, na Austrália... O catálogo de paisagens que o Google Earth esconde de nós, por diferentes razões, é infinito e muitas vezes surpreendente. Este projeto confronta a visão hiper-realista e supostamente objetiva do Google Earth, com o ponto de vista realista (e, todavia, subjetivo) das nossas imagens a nível do solo desses mesmos lugares que, apesar de tudo, existem.
A instalação apresenta uma síntese possível de um trabalho bastante extenso.


El Rito

Espanha, 2011
SD Video, cor, som, 8’, loop


Um olhar sobre um matadouro localizado na província de Girona. O sacrifício do animal é privado da sua natureza sagrada, de toda a ritualidade, e os gestos humanos tornam-se mecânicos, quase automáticos, quando executados dia após dia.

Où en êtes-vous, Isaki Lacuesta?

Espanha, 2018
SD Video, cor, som, 17’, loop


"Où en êtes-vous, Isaki Lacuesta?” (Onde está você, Isaki Lacuesta?) integra uma colecção de encomendas do Centre Georges Pompidou, em Paris, que convida cineastas para a realização de filmes em formato livre em resposta à mesma questão, ao mesmo tempo retrospetiva, introspetiva e virada para o futuro.
Com base em imagens que filmou na África do Sul, Rússia, Cuba, Qatar e Espanha, perto de sua casa, Isaki Lacuesta responde: “Estou aqui e lá, ao mesmo tempo”.


L'acusat

Espanha, 2019
4 channel HD Video, cor, 11’40’’, loop


L'acusat (El acusado, un caso del sur) é uma instalação em duas projeções duplas: retrato de um sul (em redor de El Rocío) a partir de quatro pontos cardeais: a igreja, o bar, a caça e a Guardia Civil. Em 2017, Isaki Lacuesta seguiu um caso de duplo homicídio em El Rocío (Huelva). El Rocío é um lugar estranho, com ares de paisagem de western, junto ao parque natural de Doñana, onde toda a vida gira em torno da Virgem: como grande centro de peregrinação mariana, a aldeia acolhe perto de um milhão de pessoas. Uma Meca católica.
Durante o processo de investigação, foi descoberto que a vida do único arguido do caso e El Rocío partilhavam os mesmos quatro pontos cardeais: a igreja, a caça, o bar e a Guardia Civil. Quatro paredes de um mundo a cavalo (em El Rocío, tudo se faz "a cavalo") entre o imaginário atual de uma Espanha lorquiana e a resistência à modernidade. A partir daí, observamos uma novela síntese de trabalhadores e caçadores de classe média e baixa, votantes na extrema-direita.
Depois de passar mais de três anos na prisão a aguardar julgamento, o arguido foi considerado inocente. Por isso, uma vez libertado, o arguido fica fora de campo nesta instalação, rodeado (como o próprio espectador) pelos quatro ecrãs que retratam as quatro instituições de um sul, que não é extemporâneo, mas sim a imagem mais imprevisível e realista do nosso século XXI.

Microscopies

Espanha, 2003
SD Video, cor, 20’, loop


Vários objetos são observados através de um microscópio de alta resolução: alguns pigmentos de tinta de uma suposta pintura do século XIX, uma nota de um dólar e um pedaço de película de um filme antigo em decomposição. A observação microscópica desvenda os mistérios escondidos na superfície destes materiais: as infinitas pinturas que podem ser encontradas num minúsculo fragmento de pintura, os outros possíveis filmes invisíveis que estão escondidos em cada pedacinho do filme. "Microscopies " divide-se em quatro partes: "Paisajes del natural", "El ojo de dios", "Eclipses" e "Microcosmos", uma história de ficção científica escrita a partir de experiências prévias.

Ramírez (11012017)

Espanha, 2018
HD Video, cor, som, 1’53’’


A partir de “Entre dos aguas”, o músico Refree e Isaki Lacuesta iniciam um corpo de trabalho conjunto que se desenvolve em exposições, instalações, filmes e videoclipes. Este é um primeiro resultado, no qual Lacuesta ilustra um tema do álbum instrumental “Jai Alai Vol.1”, de Refree, com imagens filmadas no bairro La Casería (San Fernando, Cádiz).

Dar a Luz

Espanha, 2018
HD Video, cor, som, 3’06’’


Videoclipe de "Dar a luz", música composta por Refree para o filme "Entre dos aguas". Novas imagens que não apareceram no filme, com a participação de El Niño de Elche. Retrato em 16mm do dia a dia num bar do bairro La Casería (San Fernando, Cádiz).

Lunaby

Espanha, 2015
HD Video, cor, som, 8’15’’


Poema retrato realizado para o Projeto Eiga Ongaku (Kyoto e Nagoya), com música original composta por Daniel Fígols e incluído no filme coletivo "The darkness collection" (edição especial).

Nota: a 3 peças repetem-se ciclicamente.

Fatherless
Grite Pelao
Tangos de la Vía Láctá
Par Coeur & The Womb

Espanha, 2020
HD Video, cor, som, 20’, loop


A cantora Silvia Pérez Cruz reúne-se com Isaki Lacuesta no verão de 2020 para filmar em 16mm e S-8 mm uma série de peças para canções do seu novo álbum: Fatherless, Grito pelao, Tangos de la Vía Láctá, Par Coeur & The Womb. A equipa junta-se à bailarina e coreógrafa Rocío Molina, à atriz Alba Flores e à cineasta experimental Adriana Vila Guevara como diretora de fotografia.
Do encontro deste coletivo surgem quatro peças que podem ser vistas de forma independente ou como uma curta-metragem de vinte minutos em que as canções e imagens rimam e se complementam.

Nota: as 4 peças repetem-se ciclicamente.

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