Instalação vídeo, dvd loop, 7'10”, 2003

"O público no cinema.
Em "Play", a acção no ecrã só pode ser vista nas expressões faciais e nos gestos do público. O comportamento individual condensa-se no comportamento colectivo em sequências de reacções análogas. O acontecimento é transferido do palco para a sala; os membros do público transformam-se nos actores de um drama imprevisível.
Com a montagem de imagens de found footage, Müller e Girardet constroem uma ponte fascinante e dramática que contém um suspense condensado em altos e baixos, hesitações, picos, tensão e humor. É tudo um pouco assombroso, uma vez que a imaginação pode decifrar os fantasmas inscritos bem no fundo dos rostos.”
Anke Groenewold, Neue Westfälische, Bielefeld, 2003


“Play (Christoph Girardet / Matthias Müller, 2003) trata da nossa atitude enquanto membros do público. No entanto, nesta montagem de found footage, nós, o público, transformamo-nos no objecto do olhar – e por isso a nossa atitude também passa a ser estranha pois é dividida em duas posições. Continuamos a partilhar o ponto de vista da câmara, flutuando invisível e silenciosamente com ela através do espaço, enquanto que de vez em quando a câmara selecciona um indivíduo da multidão e depois devolve-o ao grupo, para poder compreender todo o auditório. No entanto, também somos reflectidos nos gestos emocionais do público que vemos através da câmara, que Girardet/Müller recombinaram ritmicamente para dar forma a uma narrativa que contém anticipação, felicidade, medo, horror, choque e excitação ilimitada. Estas emoções podem ser lidas nos rostos e nas atitudes físicas, mas, implicitamente, também iluminam os nossos sentimentos. Reconhecemo-nos nestes gestos mas também nos sentimos como se tivessemos sido apanhados a ver as coisas que estamos a experimentar no escuro da sala de cinema ou no teatro. No início um homem aplaude sózinho, depois a plateia da sala junta-se a ele. A seguir, pessoas isoladas e casais abandonam-se alegremente ao espectáculo no palco. Detém-se, olham à sua volta e – como se tivessem acordado de um sonho – começam de novo a aplaudir, desta vez com particular entusiasmo. A excitação da plateia cresce; membros do público levantam-se e gritam "Bravo!" aos actores. Esquecendo a barreira de silêncio que separa o público do palco, sao eles que agora estão em foco. Comparavelmente aos invisíveis e ameaçadores agentes de Home Stories que transformam as casas das heroínas em lugares estranhos, imaginamos as estrelas do espectáculo, que nos despertam excitação e horror, no lugar oculto do ecrã que Pascal Bonitzer designa por espaço fora do ecrã (off-screen space). Apesar da sua presença poderosa, também permanecem invisíveis em Play. Depois chega a calma. O público acalmou-se de novo, espera em antecipaçao pela próxima cena, tem a sensaçao de que o prazer está prestes a aumentar. Casais olham-se mutuamente de forma significativa, como se quisessem certificar-se de que estão de facto a disfrutar da performance em conjunto. No entanto, a montagem de Girardet/Müller sugere um desfecho trágico. Para Stanley Cavell, a relação entre público e actor é caracterizada fundamentalmente por um desequilibrio. Apesar de não estarmos na presença dos actores mas escondidos e a salvo na escuridão, eles estão totalmente presentes para nós. As tragédias tornam esta circunstância mais evidente, mostrando-nos que somos responsáveis pela dor e pelo embaraço dos outros – não porque tivéssemos causado o seu sofrimento, mas porque nós, o público, os testemunhámos. A razão moral por detrás da ida ao cinema é o reconhecimento do nosso quinhão de responsabilidade. Play é precisamente sobre este reconhecimento, que realça o prazer voyeurista. Assim, a sequência em que se vêem os gritos de “Bravo!” é o primeiro incumprimento, enquanto as vozes de membros do público se impõem à presença dos actores no ecrã. Elas não querem ser invisíveis; querem ser reconhecidas pelos actores para que lhes possam transmitir a sua excitação directamente. No entanto, a peripécia crucial começa no momento em que uma figura suspeita masculina olha para nós directamente através dos seus binóculos de ópera. Ao passar a ser o objecto do olhar de um membro de outra audiência também nos tornamos cúmplices. Girardet/Müller ampliam este pacto ameaçador com outra cena na qual os binóculos de ópera são simultaneamente direccionados para a câmara e consequentemente, por inferência, para nós. De repente encontramo-nos no ponto fraco, onde a razão para toda a excitação do público existe.
O sistema habitual de observação foi interrompido. Somos reflectidos nos olhares de outros, com os quais nos identificamos ao mesmo tempo. Ao encenar o ponto de fuga do prazer voyeurista, Girardet/Müller também introduzem uma mudança temática. As coisas passam a ser silenciosas; uma espera opressiva começa, acentuada pela forma como as cenas são abrandadas ao extremo. Uma vez mais, a câmara move-se, focando indivíduos do público que olham à sua volta preocupados, procurando uma forma de evitar a catástrofe eminente. Os espectadores tornam-se irrequietos. Já não olham para o ecrã em reverência, em vez disso falam uns com os outros, levantam-se e abandonam o auditório. Alguns permanecem nos seus lugares. Nos grandes planos vemos gestos emotivos e resignação. Algumas pessoas saem hesitantemente do auditório quase vazio. Reconheceram a sua parte de responsabilidade mas não a conseguem aguentar e consequentemente querem fugir deste lugar, onde a sua posição segura enquanto espectador foi ameaçada pela interrupção inesperada do espectáculo.
Apenas um homem fica no espaço vazio: Alastair Sim, o pai de Jane Wyman em Stage Fright. Cautelosamente, quase fortuitamente, ele aproxima-se da boca de cena e começa a aplaudir enfaticamente. O som da sua devoção a uma actriz invisível ecoa emotivamente pela sala. Conscientemente vira-se para ela, abandona a sua distância ao palco, demonstrando assim que partilha tanto a responsabilidade como o sofrimento. No entanto, um momento estranho permanece: não conseguimos ver exactamente se ele aplaude a pessoa que está no palco na parte escura do enquadramento – ou a nós, aqueles que ficaram para trás, com ele. A magia fantasmagórica das personagens do filme é retida, pois Play força-nos a permanecer no auditório, a colocarmo-nos num lugar impossível – nesse espaço fora do ecrã, que as figuras do palco conquistaram. Como se fosse um sonho, partilhamos o ponto de fuga da imagem a partir deste momento com aqueles que nos excitam, que nos põem num estado de êxtase, que nos perturbam, nos confundem e especialmente, que nos encantam. As estrelas e os personagens que interpretam têm o poder de atrair, o que parece ainda mais poderoso quando estão ausentes. Precisamente porque desapareceram do enquadramento da imagem, estes fantasmas do cinema são particularmente persistentes em impressionar aqueles de nós que se envolvem com a promessa cinéfila de Girardet/Müller. Não podemos resistir-lhes. Apensa nos podemos abandonar a eles.”
Elisabeth Bronfen: “I Am Haunted, But I Can‘t See By What. Matthias Müllers Unheimliches Hollywood”. In: “Matthias Müller – Album”, Frankfurt/M. 2004


“Ambos pertencemos à primeira geração que teve a sua educação baseada nos media. Foi particularmente a televisão que deixou a imagem mais indelével no nosso imaginário. Na escola de belas artes, estudámos cinema enquanto meio artístico para a expressão pessoal, para além das suas formas mais mediáticas. Foi também uma investigação crítica sobre o fornecimento de imagens dos media, uma intervenção subversiva no seu sistema de sinais e regras. Foi nessa altura que nos interessámos bastante pela história da found footage, através do trabalho de artistas como Joseph Cornell, Bruce Conner e Raphael Montañez Ortiz. Aprendemos que a apropriação é uma técnica cultural que é sempre influenciada por factores muito subjectivos, interesses específicos e necessidades pessoais bem como pelas predilecções individuais dos artistas que trabalham nos campos relacionados com os media. Fizemos um esforço para levar a sério não só o material de que nos apropriávamos mas também de o considerar em relação a nós próprios de forma a realçar aspectos triviais e estereótipos. Neste caso, escolhemos referir-nos ao cinema industrial, que tem o poder de enfeitiçar a sua audiência mundial através das suas formas de representação, símbolos e emblemas estandardizados. No entanto, as nossas condições particulares de produção estão a milhas dos standards da indústria de cujos produtos nos apropriámos.”
Christoph Girardet / Matthias Müller
 


Christoph Girardet asceu em Langenhagen, Alemanha, 1966. Mestrado em Artes na HBK Braunschweig, 1988-94. Bolseiro pelo DAAD, Tokyo, 1994. Residência na Villa Minimo, Prémio da Kunstvereins Hannover, 1995-1997. Residência no International Studio and Curatorial Program, New York, 2000-2001. Residência na Deutsche Akademie Villa Massimo, Roma, 2004. Christoph Girardet vive e trabalha em Hanover, Alemanha. Os seus trabalhos, vídeo e instalação, alguns concebidos especificamente para um determinado lugar, já foram apresentados em salas de cinema e espaços expositivos de diversos países, como Kunstmuseum Wolfburg, Kunstverein Hanover, Stedelijk Van Abbemuseum, Eindhoven, Palais de Tokyo e PS1. FILMES E INSTALAÇÕES SCHERTKAMPF, vídeo, U-matic, 3'20'', 1991. RANDOM CUTS, vídeo, U-matic, 3'30'', 1993. FIEBERROT, vídeo, Betacam, 3'20'', 1993. UP-CURRENT, Projector vídeo LCD, SVHS, loop, 8', 1994. GROUNDED SKY com Volker Schreiner, 1994. SUBSOIL com Volker Schreiner, 1996. RELEASE, Betacam, 9'30'', 1996. OFFTEXT, DVD, loop, 120'', 1997. DELETED, 4 projectores vídeo LCD, 4 DVDs, loop., 15', 1997. NO FOREVER (GOLDEN), DVD, loop, 10', 1997. EXIT, 5 projectores vídeo LCD, 3 SVHS, loop, 12', 1997. UNITY-HARMONY, 2 monitores, 27'' cubo, 2 DVD's, loop, 16', 1998. HALF SECOND HAND, DVD, loop, 7', 1997. SQUAW'S HEAD ROCK, 2 projectores vídeo LCD, 2 DVDs, loop, 25', 1999 PHOENIX TAPES, com Matthias Müller, Betacam/6 DVD, 45', 1999. DIALOGUE com Volker Schreiner, 1999. ENLIGHTEN, DVD, loop, 5'10'', 2000. SCRATCH, DVD, 4'45'', 2001. DELAY, 27''monitor cubo, DVD, loop, 3'30'', 2001. 7:48, 3'27'' monitor cubo, 3 DVDs, loop, 7'48'', 2001. BEACON com Matthias Müller, Betacam vídeo/ DVD, 15', 2002. MANUAL com Matthias Müller, Betacam vídeo/ DVD loop, 10', 2002. 60 SECONDS (ANALOG), 27''monitor cubo, DVD, loop, 60'', 2002 ABSENCE, DVD loop, 8'30“, 2002. PLAY com Matthias Müller, Betacam digital, 6', 2003. MIRROR com Matthias Müller, 35mm/Betacam/DVD loop, 8', 2003 em Competição em Vila do Conde 2004, estreia nacional. FICTION ARTISTS com Volker Schreiner, 45', Betacam, 2004. PORTRAIT, DVD loop, 4', 2004. RAY com Matthias Müller, DVD loop, 1', 2004. CATCH com Matthias Müller, DVD loop, 1', 2005. GROUND com Matthias Müller, DVD loop, 45'', 2005. KRISTALL com Matthias Müller, 2006. HIDE com Matthias Müller, 2006. TRACKS com Matthias Müller, instalação vídeo, 2008. BLINDED (ARBEITSTITEL) com Matthias Müller, 35 mm, 2008. Nero 2006, Vídeo THE MURDER OF GROMEK, Instalação sonora, 2006. PIANOFORTE Vídeo, 2007. STORYBOARD Vídeo, 2007. COLOSSEO, Vídeo, 2008 VOLCANO, Instalação vídeo, 2008. PRÉMIOS Nachwuchspreis der Stadt Braunschweig, 1992. Hofbrauhaus Wolters Kunstpreis, Braunschweig, 1994. "Schlaglicht"- Kunstpreis, Kunstmuseum Wolfsburg, 1995. Preis des Kunstvereins Hannover, 1995. Niedersächsisches Künstler-Jahresstipendium, 1997. The Award for the Best International Film and Video, Images Festival Toronto, 2000. Preis der Deutschen Filmkritik für den besten Experimentalfilm, 2000. Preis für den besten deutschen Beitrag, Internationale Kurzfilmtage Oberhausen, 2002. Preis für den besten deutschen Beitrag, Internationale Kurzfilmtage Oberhausen, 2003. Marler Videokunstpreis, Skulpturenmuseum Marl, 2004. Grand Prix Canal+ du meilleur court métrage, Semaine de la Critique, Cannes, 2006. EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS "Grounded Sky" (com Volker Schreiner), Kunstverein Celle, 1994. "Subsoil" (com Volker Schreiner), Foro Artistico Hannover, 1996."Ventilation", Kunstraum Wuppertal, 1996. "Sick Heart Paradise", Kunstverein Hannover, 1997. "Oh - Oh! I Begin to See - the Light!" Kunstverein Wolfenbüttel, 1998. "Squaw´s Head Rock", Projektgalerie, Kunsthalle Bielefeld, 1999. "Dialogue" (com Volker Schreiner), Kunsthalle Artmax, Braunschweig, 1999. "Installations", Goethe Institut, Budapeste, 2000. "No Forever (Golden)", Sean Kelly Gallery, Nova Iorque, 2000. "Enlighten", Museum Schloss Hardenberg, Velbert, 2001. "Delay", Kunstverein Langenhagen, 2002. "Twins" (com Bjorn Melhus), Tou As, Stavanger, 2002. "Manual" (com Matthias Müller)), Blue Coat Gallery, Liverpool; Milch Gallery, Londres, 2002. "Mirror" (com Matthias Müller), Timothy Taylor Gallery, London; Site Gallery, Sheffield, 2002. "Revisitations" (com Matthias Müller), Solar, Galeria de Arte Cinemática, Vila do Conde, 2004. "Everything in its Place" (com Matthias Müller), Sprengel Museum Hannover, 2005. "Kristall" (com Matthias Müller), Skulpturenmuseum Glaskasten, Marl, 2006. "Manual" (com Matthias Müller), Second Street Gallery Charlottesville, Virginia, 2006. "Kristall" (com Matthias Müller), Palais des Beaux-Arts, Bruxelles, 2007. "Phoenix Tapes" (com Matthias Müller), Sigmund Freud Museum, Wien, 2007. EXPOSIÇÕES COLECTIVAS "Versatz", Foro Artistico, Hannover, 1992. "Ostranenie", Bauhaus, Dessau, 1994. "Deutsche Videokunst 1992-94", Skulpturenmuseum Marl; Badischer Kunstverein, Karlsruhe; Neuer Berliner Kunstverein; Sprengel Museum Hannover; Neues Museum Weserburg, Bremen; Städtische Galerie Im Lenbachhaus, Munique, 1994. "Schlaglicht", Kunstmuseum Wolfsburg, 1995. "Frühlingserwachen", Kunstverein Hannover, 1995. "Transmediale", Podewill, Berlim, 1996. "Wiedersehen", Kunstverein Hannover, 1996. "Deutsche Videokunst 1994-96", Skulpturenmuseum Marl; Badischer Kunstverein, Karlsruhe; Neuer Berliner Kunstverein; Sprengel Museum Hannover; Neues Museum Weserburg, Bremen; Städtische Galerie Im Lenbachhaus, Munique, 1996. "Sie sind auf Echtzeit Ihres Lebens", Städtische Galerie Delmenhorst, 1998. "Cinéma Cinéma", Stedelijk Van Abbemuseum, Eindhoven, 1999. "Notorious", Museum of Modern Art Oxford; Museum of Contemporary Art, Sydney, 1999. "Close-Ups", Nikolaj Center for Contemporary Art, Copenhaga, 1999. "Deutsche Videokunst 1998-2000", Skulpturenmuseum Marl, 2000. "Notorious", The Art Gallery of Hamilton; Brandts Klaedefabrik, Odense, 2000. "Videoprogramm", Galerie Barbara Thumm, Berlim, 2000. "No Vacancies", Rosa Luxemburg Straße, Berlim, 2000. "Some New Minds", PS1 Contemporary Art Center, Nova Iorque, 2000. "Notorious", Tokyo Opera City Art Gallery; Hiroshima City Museum of Contemporary Art; Centre Cultural de la Fundacio "la Caixa" de Lleida; Centrum voor Beeldende Kunsten, Hasselt, 2001. "Re-Location: on moving", Sean Kelly Gallery, Nova Iorque, 2001. "Fotoimage", Goethe Institut, Nova Iorque, 2001. "Lite", Gallery Roebling Hall, Brooklyn, 2001. "Vidéo Art Amercaine", Galerie du Forum, Toulouse, 2001. "Crossing the Line", Queens Museum of Art, Nova Iorque, 2001. "Body of Art", Bienal de Valencia, Conveto del Carmen, Valencia, 2001. "Recasting the Past", Main Art Gallery, Fullerton-CA, 2001. "Die unheimliche Frau", Kunsthalle Bielefeld, 2001. "Blow up Your TV", York City Art Gallery, Nova Iorque, 2002 "Perspektiven", Kunstverein Hannover, 2002 "Cinema, Sounds, Synergy," Stichting De Appel, Amsterdão, 2002 "Videodrome 2", New Museum of Contemporary Art, Nova Iorque, 2002 "Stat.ic", Tent, Centrum Beeldende Kunst, Roterdão, 2003. "Drinnen Ist‘s Anders", Kunsthalle Exnergasse, Viena, 2003. "Anemic Cinema", Sketch, London, 2003. "Playlist”, Palais de Tokyo, Paris, 2004. "Feel -Tactile media art”, Art Center Z33, Hasselt, 2004. "Sesión contínua DVideo”, Galeria DV, San Sebastian, 2004. "Giving Water An Image", Hanoi University of Fine Arts, 2004. "Deutsche Videokunst 2002-2004", Skulpturenmuseum Marl; Kunsthalle Bremen, 2004. "Panorama”, Kunstverein Hannover, 2004. "Moving Images", ICA, London, 2004. "Salotto Buono", Deutsche Akademie Rom Villa Massimo, Roma, 2004. "Double Vision", Magazzino D‘Arte Moderna, Roma, 2005. "New Acquisitions", Towner Art Gallery & Museum, Eastbourne, 2006. Gesellschaft für Bildende Kunst, Berlin; Forum Stadtpark, Graz, 2006. "Rembrandt – Caravaggio", Filmmuseum Amsterdam, 2006. "40jahrevideokunst.de", Kunsthalle Bremen; K21 Kunstsammlung, Düsseldorf; Städtische, 2006. Galerie im Lenbachhaus, München; Museum der Bildenden Künste Leipzig; ZKM Karlsruhe, 2006. "Sexy Mythos", Neue Gesellschaft fÜr Bildende Kunst, Berlin; Forum Stadtpark, Graz, 2006. "Zwischen Körper und Objekt", Museum MARTa, Herford "Històries de cinema. Vídeo contemporani i cinema", Centre Cultural el Casino, Manresa, 2006. "Sprung ins Kalte Wasser", Shedhalle, Zürich, 2006. "Figures of the Player, the Paradox of the Actor", Collection Lambert en Avignon, 2006. "Eine Frage (nach) der Geste", Oper Leipzig, 2006. "Les Grands Spectacles II – Die Kunst der Bühne", Museum der Moderne Salzburg, 2006. "re-vision", Edith-Russ-Haus für Medienkunst, Oldenburg, 2006. "Collateral – When Art Looks at Cinema", Hangar Bicocca, Milano, 2007. "Forum Expanded: Interior Expansion", Büro Friedrich, Berlin, 2007. "Refract, Reflect, Project: Light Works from the Collection", Hirshhorn Museum Washington, 2007. "Videonale 11", Kunstmuseum Bonn, 2007. "L'oeil écran ou la nouvelle image", Casino Luxembourg, 2007. "Final Cut", European Media Art Festival Osnabrück, 2007. "Made in Germany – Aktuelle Kunst aus Deutschland", Sprengel Museum Hannover, 2007. "Under Hitchcock", Solar, Galeria de Arte Cinemática, Vila do Conde, 2007. "Überall Theater", Zentrum Paul Klee, Bern, 2007. "Film on Film", Berwick upon Tweed Media Arts Festival, 2007. "10018 New York", Kunsthalle Lingen, 2007. "Into it", Kunstverein Hildesheim, 2007. "Mind the Gap", Kunsthaus Glarus, 2008. "Artists vs. Hollywood", QUT Art Museum, Brisbane, 2008. "Kemnade Klingt", Kunstverein Bochum, 2008. "Rom Report", Badischer Kunstverein Karlsruhe, 2008. "The Cinema Effect: Illusion, Reality and the Moving Image", Hirshhorn Museum Washington, 2008. "Collateral2 – When Art Looks at Cinema", SESC Paulista, Sao Paulo, 2008. COLECÇÕES Centre Georges Pompidou, Hirshhorn Museum Washington, Australian Centre for the Moving Image Melbourne, Fonds Régional d'Art Contemporain Picardie Amiens, Filmmuseum Amsterdam, Towner Art Gallery Eastbourne, Sprengel Museum Hannover, Neuer Berliner Kunstverein, Kunsthalle Bielefeld, Museum MARTa Herford, Sammlung Goetz und Privatsammlungen.
 
Matthias Müller, nascido em Bielefeld, Alemanha, 1961. Estudou Arte e Literatura Alemã na Universidade de Bielefeld, 1980-87. Mestrado em Artes na HBK Braunschweig, 1987-91. Professor convidado na Johann Wolfgang Goethe University, Frankfurt/Main, 1994-97. Professor convidado na Dortmund Fachhochschule, 1998-99. Professor de Cinema Experimental na Academy of Media Arts, KHM, Cologne, desde 2003.
Matthias Müller é um artista que trabalha em cinema, vídeo, instalação e fotografia. Enquanto curador, Müller organizou vários eventos de cinema avant-garde tais como o Found Footage Film Festival (1996 e 1999), o primeiro festival alemão de filmes autobiográficos, Ich etc. (1998), e vários programas itinerantes. Müller tem participado com os seus filmes e vídeos nos principais festivais de cinema do mundo tais como Cannes, Veneza, Berlim e Roterdão. O seu trabalho tabém tem sido apresentado em várias expoisções individuais e colectivas. Em 1994, o Museum of Modern Art, New York dedicou-lhe uma retrospectiva. Os seus filmes e vídeos pertencem às colecções de instituições tais como o Centre Georges Pompidou, Paris, o Museu d’Art Contemporani, Barcelona, o Nederlands Film Museum, Amesterdão, o Australian Centre For The Moving Image, Melbourne, o Kunsthalle Bielefeld, the Goetz Collection, Munique, e Tate Modern, Londres.

FILMES E VÍDEOS (selecção)
AUS DER FERNE – THE MEMO BOOK, 16mm, 28', 1989.
HOME STORIES, 16mm/DVD, 6', 1990 em Vila do Conde 1996.
SLEEPY HAVEN 16mm/DVD, 14', 1993.
STERNENSCHAUDER – SCATTERING STARS, 16mm, 2', 1994.
ALPSEE, 16mm/DVD, 15', 1994.
PENSÃO GLOBO, 16mm/DVD, 15', 1997.
VACANCY, 16mm/DVD, 15', 1998.
PHOENIX TAPES NEBEL, 35mm/DVD, 12', 2000.
BREEZE, 35mm, 1', 2000.
PHANTOM, Betacam vídeo/DVD loop, 5', 2001.
MANUAL, com Christoph Girardet, Betacam vídeo/dvd loop, 10', 2002.
CONTAINER, DVD, 26', 2001.
PICTURES, DVD loop, 2', 2002.
BEACON com Christoph Girardet, Betacam vídeo/DVD, 15', 2002.
PROMISES, DVD loop, 8', 2003.
PLAY, com Christoph Girardet, Betacam video/DVD loop, 7', 2003.
MIRROR. com Christoph Girardet, 35mm DVD loop, 30'', 2004.
ALBUM, DVD loop, 24', 2004.
RAY, com Christoph Girardet, DVD loop, 1', 2004.
CATCH, DVD loop, 1', 2005.
GROUND, DVD loop, 45'', 2005. KRISTALL, DVD loop, 14'30'', 2006, com Christoph Girardet.
HIDE, DVD loop, 7:40 min., 2006, com Christoph Girardet.
BLINDED (working title), 35mm, 12', em produção, 2008.
TRACKS (working title), triple projection, 22', em produção, 2008.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
nebel, Kunsthalle Bielefeld, 1993.
Home Stories, Ormeau Baths Gallery, Belfast, 1993.
Vacancy, Stellan Holm Gallery, Nova Iorque, 1994.
Matthias Müller - Film und Photographie, Galerie Volker Diehl, Berlim, 1994.
Private View, Artists Unlimited, Bielefeld, 1995.
Collective Items, Die Rampe, Bielefeld, 1995.
Manual (with Christoph Girardet) Bluecoat Gallery, Liverpool, 1995.
Phantoms, Timothy Taylor Gallery, Londres, 1995.
Manual, Milch Gallery, Londres, 1995.
The Projected Image, Tate Modern, Londres, 2003.
Album: Film – Video – Fotografie, NBK, Berlim, 2004.
Mirror (with Christoph Girardet), Timothy Taylor Gallery, Londres, 2004.
As Far As I Can See, Distrito Cu4tro, Madrid, 2004.
Mirror (with Christoph Girardet), Site Gallery, Sheffield, 2004.
The Life of Man, Capella Hospitalis, Bielefeld, 2005.
As If My Bones Had Turned To Water. Sleepy Haven, Thomas Erben Gallery, Nova Iorque, 2005.
Revisitations (with Christoph Girardet), Solar – Galeria de Arte Cinemática, Vila do Conde, 2005.
Matthias Müller & Tatjana Trouvé, Galerie Georges-Philippe and Nathalie Vallois, 2005.
Album, Stellan Holm Gallery, New York, 2005.
Manual (with Christoph Girardet), Second Street Gallery, Charlottesville/Virginia, 2006.
Everything in its Place (with Christoph Girardet), Museum Sprengel, Hannnover, 2006.
Kristall (with Christoph Girardet), Skulpturenmuseum Glaskasten Marl, 2006.
Phantom, Miami Art Museum, 2006.
Phoenix Tapes (with Christoph Girardet), Walker Art Center, Minneapolis, 2007.
Kristall (with Christoph Girardet), Bozar – Palais des Beaux-Arts, Brussels, 2007.
Phoenix Tapes (with Christoph Girardet), Sigmund-Freud-Museum, Vienna, 2007.

EXPOSIÇÕES COLECTIVAS
Desmontaje: Film, vídeo / Apropiación, reciclaje, Institut Valencia d’Art Modern, exposição itinerante; Mutation de l’image, Vidéotheque de Paris, 1993.
Points de vue – images d’Europe, Musée national d’art moderne / Centre Georges Pompidou, Paris; Beauties, Deichtorhallen, Hamburgo, 1994.
Le je filmé, Musée national d’art moderne / Centre Georges Pompidou, Paris, 1995.
Cluster Images, Werkleitz Gesellschaft, Werkleitz, 1996.
Media in Media, Soros Centre for Contemporary Art, Ljubljana documenta X, Videotheque, Kassell, 1997.
Prends garde! A jouer au fantôme, on le devient, Bersschouwburg, Bruxelas, 1997.
Claustrophobia, Ikon Gallery, Birmingham, touring venues: Middelsbrough, 1998.
Art Gallery / Mappin Art Gallery, Sheffield / Dundee Contemporary Arts / Cartwright Hall, Bradford / Aberystwyth Arts Centre / Centre for Visual Arts, Cardiff, 1998.
Slipstream, film program, Centre for Contemporary Arts, Glasgow, 1998. Ghost Story, film program, Künstlerhaus, Viena, 1998.
10.01, Kunsthalle Bielefeld, 1998.
Notorious – Alfred Hitchcock and Contemporary Art, Museum of Modern, 1999.
Art, Oxford, touring venues: MCA, Sydney / Art Gallery of Hamilton, Ontario / Kunsthallen Brandts Klaedefabrik, Odense / Tokyo Opera City Art Museum / Hiroshima Contemporary Art Museum / La Caixa de Lleida / Centrum voor Beeldende Kunsten, Hasselt, 1999.
Rencontres vídeo art plastique, Centre d’art contemporain de Basse-Normandie, Hérouville St.-Clair, 1999.
The American Century: Art and Culture - Part II: 1950-2000, film program, Whitney Museum of American Art, Nova Iorque, 1999.
Shimmer, Area, Toronto, 2000.
Imaginons, un lieu, Centre d’art contemporain de Basse-Normandie, Hérouville St.-Clair, 2000. Manifesta 3 – European Biennial of Contemporary Art: Borderline Syndrome, Ljubljana, 2000.
9. Marler Videokunstpreis, Glaskasten, Marl, 2000. Brasília – Architektur der Moderne, ifa-Galerie, Berlim/Bonn, 2000.
Living with the Dutch, 89 Erlanger Road, Londres, 2000.
Utopias, Mead Gallery, Warwick Arts Centre, Coventry, 2000.
Monter/Sampler, Musée national d’art moderne / Centre Georges Pompidou, Paris, 2000.
Elisabetta Benassi - Federico del Prete – Matthias Müller, Fondazione Adriano Olivetti, Roma, 2000. playing amongst the ruins, Royal College of Art Galleries, Londres. City Symphony, Centro per l’arte Contemporanea Luigi Pecci, Prato, 2001.
Bienal de Valencia, Video-ROM, Valencia, 2001.
All Is Fair In Love And War – The Homeport Video Library, Euromast, Roterdão, 2001.
Die unheimliche Frau – Weiblichkeit im Surrealismus, Kunsthalle, Bielefeld, 2001.
Recasting the Past: Beneath the Hollywood Tinsel, Main Art Gallery, California State University Fullerton/CA, 2001.
jusqu‘ au bout: Bill Viola, Veli Granö, Joost Conijn, , Matthias Müller, attitudes – espace d’arts contemporains, Geneva, 2001.
Desktop Icons, CCA Glasgow, touring exhibition, 2001. Tele(visions), film program, Kunsthalle Wien, Viena, 2001.
Private Affairs – A Contemporary Video Exhibition, Kunst Haus, Dresden, Galerie für Gegenwartskunst, 2002.
Video-ROM 2.0, Gian Carla Zanutti Gallery, Milão, 2002.
Here, Gallery of Modern and Contemporary Art, Bergamo, 2002.
Work in Progress – Instalações, Alfândega Régia, Vila do Conde, 2002.
Blow Up Your TV, York City Art Gallery, Nova Iorque, 2002.
Videodrome II, New Museum of Contemporary Art, Nova Iorque, 2002.
Deep Space: Sensation and Immersion,Australian Centre for the, 2002.
Moving Image, Melbourne, 2002.
Hausordnungen, Stadthaus Ulm, 2002.
Juste des Images, Strassburg / Maillon Wacken, 2002.
Ron Amstutz, Vincent Geyskens, Matthias Müller, Thomas Erben Gallery, Nova Iorque, 2003. -stat.ic, Tent, Rotterdam, 2003.
CinéMaison, Beursschouwburg, Bruxelas, 2003. Drinnen ist’s anders, Kunsthalle Exnergasse, Viena, 2003.
Bewitched, Bothered and Bewildered – Spatial Emotion in Contemporary Art and Architecture, Migros Museum für Gegenwartskunst, Zurich / Laznia Centre for Contemporary Art, Gdansk, 2003.
Anemic Cinema, Sketch, Londres, 2003.
Inaugural Group Show, Timothy Taylor Gallery, Londres, 2003. Und wenn Du eine Rose siehst, Palmengarten, Frankfurt/Main, 2003.
Sodium Dreams, Center for Curatorial Studies, Bard College, Annandaleon-Hudson, 2003.
1st ICP Triennial: Strangers, International Center of Photography, Nova Iorque, 2003.
fast forward, Media Art / Sammlung Goetz, ZKM – Zentrum für Kunst und Medientechnologie, Karlsruhe, 2003.
Experimenta Design – Bienal de Lisboa: 1000 Plateaux, São Jorge, Lisboa, 2003.
Playlist, Palais de Tokyo, Paris, 2004.
Feel – The Old, Z33, Hasselt, 2004.
Stich and Split. Selves and Territories in Science Fiction, Fundació Antoni Tàpies, Barcelona, 2004.
Curators’ Intuition, ICA / Maine College of Art, Portland, ME, 2004. Domestizieren – Matthias Müller und Carsten Gliese, KunstVerein Ahlen, 2004.
Non Standard Cities, urban dialogues / Stadtkunstverein Berlim, 2004. Sesión contínua DVideo, Galería DV / Distrito Cu4tro, San Sebastian, 2004.
Aufruhr der Gefühle – Leidenschaften in der zeitgenössischen, Fotografie und Videokunst, Museum für Photographie, Braunschweig, 2004.
Moving Images, ICA, Londres, 2004.
Engaging the Speculum, Bannister Gallery, Providence, 2004.
Giving Water An Image, Hanoi University of Fine Arts, 2004.
The Future Has a Silver Lining. Genealogies of Glamour, video program, 2004.
Migros Museum für Gegenwartskunst, Zurique, 2004.
INNENräume AUSSENstädte, ZKMax, Munique, 2004.
My Own Cinema, Galerie Georges-Philippe & Nathalie Vallois, Paris, 2005.
Magazzino d’Arte Moderna, Roma, 2005.
Universal Experience: Art, Life, and the Tourist's Eye, Museum of Contemporary Art, Chicago, 2005.
Action: Rolling!, Apeejay Media Gallery, Nova Deli, 2005.
Une vision du monde – La collection vidéo de Jean-Conrad et Isabelle Lemaître, La Maison Rouge, Paris, 2006.
Archipeinture – Artists build Architecture, Le Plateau / Frac Ile-de-France, Camden Arts Centre, London, 2006.
Echapées, Wharf – Centre d'Art Contemporain de Basse-Normandie, Hérouville-Saint-Claire New Acquisitions, Towner Art Gallery & Museum, Eastbourne, 2006.
Les Grands Spectacles II – Die Kunst der Bühne, Museum der Moderne Salzburg, 2006.
Le Mouvement des Images – Art, Cinema, Centre Pompidou, Paris, 2006. European Media Art Festival, Kunsthalle Dominikanerkirche, Osnabrück, 2006.
Zwischen Körper und Objekt, MARTa, Herford, 2006.
Històries de cinema – Vídeo contemporani i cinema, Centre Cultural el Casino, Manresa, 2006.
Ideal City – Invisible Cities, Zamosz / Potsdam, 2006. 100 Tage – 100 Videos, Heidelberger Kunstverein, 2006.
Figure of the Player – The Paradox of the Actor, Collection Lambert – Musée d'art contemporain, Avignon, 2006.
Re-Vison – Sampling als kulturelle Strategie, Edith-Ruß-Haus für Medienkunst, Oldenburg, 2006.
Eine Frage (nach) der Geste, Oper Leipzig, 2006.
That's not Entertainment! – El cinema respon al cinema, Centre de Cultura Contemporània de Barcelona, 2006.
Artefact, Stuc Arts Centre, Leuven, 2007.
Collateral – When Art Looks At Cinema, Hangar Bicocca – Spazio d'arte contemporanea, Milan, 2007.
We Love Cinema, Bard College – Center for Curatorial Studies and Art in Contemporary Culture, Annandale-on-Hudson, NY, 2007.
Mulher, Mulheres, SESC Paulista, São Paulo, 2007.
L'oeil écran ou la nouvelle image, Casino Luxembourg – Forum d'art contemporain, 2007.
Final Cut, Kunsthalle Dominikanerkirche, Osnabrück, 2007.
Paul Klee – Überall Theater, Zentrum Paul Klee, Bern, 2007.
New Acquisitions, Kunsthalle Bielefeld, 2007.
That's not Entertainment! – El cinema respon al cinema, Centro Párraga, Murcia, 2007.
Under Hitchcock, Solar – Galeria de Arte Cinemática, Vila do Conde, 2007.
Crossing Borders – Film & Media Arts Festival, Townhall, Berwick upon Tweed, 2007.
Über die Tausend Quellen neben dem Durstenden in der Wüste, MARTa, Herford, 2007.
Collateral 2 – When Art Looks At Cinema, SESC Paulista, São Paulo, 2008.
Erranti nella videoarte contemporanea / Wandering in Contemporary Video Art, Magazzini Del Sale - Palazzo Comunale, Siena, 2008.
Artists' Films, Camden Arts Centre, London, 2008.
Les Rencontres de Sophie – Images, Le Lieu Unique, Nantes, 2008.
The Morning After. Videoarbeiten der Sammlung Goetz, Weserburg – Museum für moderne Kunst, Bremen, 2008.
Artists versus Hollywood, The Block, Brisbane, 2008.
Mind the Gap, Kunsthaus Glarus, 2008.
Summer Screen, Spacex, Exeter, 2008.
Zero Gravity – architecture of social space, film program, Center for Contemporary Art – Plovdiv, Banya Starinna, 2008.
The Cinematic, or Moving Images Expanded: Artists’ Film and Video Showcase 2008, Insa Art Space of the Arts Council of Korea, Seoul, 2008.

PRÉMIOS
American Federation of Arts Experimental Film Award, 1988.
Preis der deutschen Filmkritik, 1991.
Niedersächsisches Nachwuchsstipendium des Ministeriums für Wissenschaft und Kultur, 1992.
Förderpreis des Landes Nordrhein-Westfalen für junge Künstler, 1993.
Grande Prémio, Festival Internacional Curtas Metragens, Vila do Conde, 1995.
Golden Gate Award, San Francisco International Film Festival, 1996.
Preis der deutschen Filmkritik, 1997.
Primeiro Prémio, Semana de cine experimental, Madrid, 1998.
Main Award, Internationale Kurzfilmtage Oberhausen, 1999.
Nomeação para o European Film Award Primeiro Prémio, Viper Festival, Lucerne 2000 Preis der deutschen Filmkritik (with Christoph Girardet). The Ken Burns “Best of the Festival“, 2003. Award, Ann Arbor Film Festival, 2003.
Marler Video-Kunst-Preis, 2004.
Grand Prix Canal + du court métrage, Semaine de la Critique, Cannes Film Festival (com Christoph Girardet), 2006.
Deutscher Kurzfilmpreis (com Christoph Girardet), 2006.

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