Gerard Holthius<br />
(Vila do Conde, 2004)

Gerard Holthius
(Vila do Conde, 2004)

Vista da instalação <i>Careless Reef</i>

Vista da instalação Careless Reef

Gerard Holthuis

CARELESS REEF (HRG), Holanda, 2003. Instala√ß√£o DVD para quatro ecr√£ns. (inclu√≠do na sec√ß√£o Work in Progress do 12¬ļ Festival Internacional de Curtas Metragens de Vila do Conde, de 3 de Julho a 15 de Agosto de 2004)
Gerard Holthuis (n.1952) √© um realizador e produtor independente holand√™s. A ess√™ncia do trabalho ‚Äď filmes e instala√ß√Ķes ‚Äď deste cineasta/artista desafia as defini√ß√Ķes unidimensionais. Os seus filmes s√£o uma cadeia de imagens po√©ticas e intrigantes. As suas instala√ß√Ķes onde luzes fluorescentes coloridas s√£o dispostas de forma padronizada contraindo-se lentamente (‚Äú#31 RGB‚ÄĚ com Joost Rekveld), conseguem levar consistentemente o espectador a ver de uma nova forma. Gerard Holthuis combina imagem, ambiente e cor de uma forma intuitiva criado a sua pr√≥pria realidade. Conduz o espectador a um mundo que reconhecemos do cinema e dos programas de televis√£o, e no entanto nunca vimos esse mundo desta forma; nesta combina√ß√£o e nesta sequ√™ncia. Oferece-nos uma estrutura bela que emana virtualmente dessa realidade semelhante √† realidade sonhada.

Nicolas Provost<br />
(Vila do Conde, 2003)

Nicolas Provost
(Vila do Conde, 2003)

Vista da projecção de <i>Battaile</i>

Vista da projecção de Battaile

Film still de <i>Pommes d'Amour</i>

Film still de Pommes d'Amour

Nicolas Provost

POMMES D'AMOUR (Ma√ßas de Amor), B√©lgica, 2001. DVD, Exp, 5‚Äô, PB BATAILLE (Batalha), B√©lgica, 2003. DVD, Exp, 7‚Äô, PB PAPILLON D'AMOUR (Borboleta de Amor), B√©lgica, 2003. DVD, Exp, 4‚Äô, PB (inclu√≠do na sec√ß√£o Work in Progress do 12¬ļ Festival Internacional de Curtas Metragens de Vila do Conde, de 3 de Julho a 15 de Agosto de 2004)
"O meu campo de interesse √© o de analisar o fen√≥meno do Cinema, os seus diversos elementos, a sua influ√™ncia e regras convencionadas. O meu trabalho √© uma reflex√£o sobre a gram√°tica do Cinema e sobre as rela√ß√Ķes entre as Artes Visuais e a experi√™ncia cinem√°tica". Uma s√©rie de tr√™s v√≠deos de imagens espelhadas sobre o amor e a sua pena, narcisismo e perda. O trabalho do belga Nicolas Provost (n.1969) situa-se entre o grotesco e o comovente, a beleza e a crueldade e tem a inten√ß√£o de se inscrever sobre a fronteira que separa as dualidades. Uma e outra vez, as suas fantasmagorias provocam o reconhecimento mas tamb√©m a aliena√ß√£o e conseguem cativar as nossas expectativas para um jogo de descoberta que foca o mist√©rio e a abstrac√ß√£o. Em alguns dos seus v√≠deos a mem√≥ria cinematogr√°fica √© estimulada por pequenos fragmentos de cinema (cl√°ssico, contempor√Ęneo e mesmo de s√©rie B) mas tamb√©m por trivialidades. Atrav√©s da manipula√ß√£o do tempo e da forma, a linguagem cinematogr√°fica e a narrativa s√£o analisadas, o √™nfase √© mudado e novas historias s√£o contadas. O extraordin√°rio √© explicado de forma a revelar o global. Para al√©m do uso da linguagem cinematogr√°fica e visual, o som tamb√©m √© um factor constante no trabalho de Provost enquanto estrutura r√≠tmica ou fio condutor emocional.

Film still de <i>New Lisboners</i>

Film still de New Lisboners

Sérgio Tréfaut

NOVOS LISBOETAS, Portugal, 2003. DVD em duas projec√ß√Ķes simult√Ęnea lado a lado, Doc, 30‚Äô, Cor. (inclu√≠do na sec√ß√£o Work in Progress do 12¬ļ Festival Internacional de Curtas Metragens de Vila do Conde, de 3 de Julho a 15 de Agosto de 2004)
S√©rgio Tr√©faut nasceu em S√£o Paulo (Brasil) em 1965. √Č mestrado em filosofia pela Sorbonne (Paris I) e come√ßou a sua vida profissional como jornalista, em Lisboa. Actualmente concilia realiza√ß√£o e produ√ß√£o. ‚ÄúOs processos de miscigena√ß√Ęo cultural sempre me fascinaram. Talvez por eu mesmo ter tr√™s passaportes, mas n√£o s√≥. Sempre me encantou a mesti√ßagem, a conflu√™ncia de diferentes ritmos e estilos num determinado tipo de m√ļsica, de ingredientes culin√°rios distantes num mesmo prato nacional, de palavras de origem diversa numa mesma l√≠ngua. Mudar de pais √© come√ßar a mudar de identidade, mas √© tamb√©m participar na mudan√ßa do lugar estranho onde se chega. Propus-me nesta instala√ß√£o retratar o in√≠cio de um choque de culturas: as primeiras impress√Ķes de uma vaga de imigrantes de origens diversas que acaba de chegar a Portugal, que ainda n√£o est√° integrada, mas que vai enriquecer e mudar o pa√≠s.‚ÄĚ

Film still de <i>Andy Warhol's Exploding Plastic Inevitable</i>

Film still de Andy Warhol's Exploding Plastic Inevitable

Film still de <i>Andy Warhol's Exploding Plastic Inevitable</i>

Film still de Andy Warhol's Exploding Plastic Inevitable

Ronald Nameth

ANDY WARHOL'S EXPLODING PLASTIC INEVITABLE, EUA, 1966. Instala√ß√£o DVD em 3 ecr√£s, 22' , Cor (instala√ß√£o apresentada no √Ęmbito do 12¬ļ Festival Internacional de Curtas Metragens de Vila do Conde, de 3 de Julho a 15 de Agosto de 2004)
Andy Warhol, famoso pelas suas pinturas Pop, tamb√©m criou obras importantes para o cinema atrav√©s da utiliza√ß√£o da projec√ß√£o de filmes enquanto ambiente tridimensional. O seu trabalho na √°rea da projec√ß√£o m√ļltipla culminou num ambiente multim√©dia intitulado "The Exploding Plastic Inevitable". Em 1966, durante cada noite e ao longo de uma semana, o realizador Ronald Nameth filmou "EPI" para construir um registo do evento. O seu filme constitui hoje em dia o √ļnico filme extensivo que documenta o acontecimento. Nameth editou vers√Ķes para projec√ß√Ķes num ecr√£ e para instala√ß√Ķes em quatro ecr√£s, recriando assim a experi√™ncia especial que √© "EPI". Ver este filme √© como dan√ßar numa sala de strobes: o tempo p√°ra, o movimento √© retardado, o corpo parece separar-se da mente. O ecr√£ esvai-se para as paredes e para os assentos. Estouros de cor em tons de fogo explodem de forma lenta e furiosa. Pistolas de strobe em staccato provocam gal√°xias de insectos em c√Ęmara lenta sobre close-ups e imagens em stop-motion das caras est√°ticas e desorientadas das pessoas que dan√ßam.

Jan Adriaans (Vila do Conde, 2004)

Jan Adriaans (Vila do Conde, 2004)

Jan Adriaans

JANSKE:GUITAR, Holanda, 2003. Instala√ß√£o em DVD, Cor. (instala√ß√£o apresentada no √Ęmbito do 12¬ļ Festival Internacional de Curtas Metragens de Vila do Conde, de 3 de Julho a 15 de Agosto de 2004)
Nasceu in Vegel, Holanda. Estudou na 2nd Fase Free Art, St. Joost, Breda (1998-1999) e na Art Academy St. Joost (photography), entre 1994 e 1998. Vive em Roterd√£o. Jan Adriaans apresentou diversos trabalhos em exposi√ß√Ķes por toda a Europa, especialmente na Holanda.
"Janske: guitar √© uma v√≠deo instala√ß√£o sobre a minha m√£e a ensaiar no s√≥t√£o da sua casa. Muito concentrada, tenta fazer correctamente os acordes. Com o som repetitivo preenche o espa√ßo e torna-lo dela. A sua √Ęnsia por aprender e as suas tentativas de controlo do equipamento el√©ctrico s√£o essenciais. Ao mesmo tempo √© um flashback do tempo em que morava na casa dos meus pais e improvisava no meu quarto todos os dias depois da escola."

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